'Carinhoso e muito inteligente': saiba quem era o professor universitário morto durante chacina em Manaus
17/08/2026
(Foto: Reprodução) Três pessoas morrem e uma fica ferida em ataque a casa em Manaus
O professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Guilherme Pereira Lima Filho, de 65 anos, é uma das vítimas da chacina que matou três pessoas e deixou uma ferida na manhã desta segunda-feira (17), no bairro São Geraldo, na Zona Centro-Sul de Manaus.
Professor da Ufam desde 1992, Guilherme era conhecido pela família como uma pessoa amorosa, inteligente e dedicada ao ensino. Ao g1, familiares do docente, preferiram não se identificar, afirmaram que ele ensinou muitas pessoas ao longo da vida.
"Era uma pessoa muito boa, muito inteligente e amorosa com a família", disse a sobrinha da vítima, que aguardava os procedimentos para liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML).
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Segundo apuração do g1, Guilherme morava no imóvel desde a infância. Ele era afilhado dos antigos proprietários da casa, que já morreram, de acordo com os familiares. Segundo uma irmã da vítima, Guilherme era muito querido pelos parentes e mantinha uma relação próxima com a família.
"Meu irmão era uma pessoa muito boa. Ele se cuidava, ganhava dinheiro. Era um coroa enxuto que gostava muito da família dele. O que fizeram com ele foi uma maldade", afirmou a irmã, que preferiu não se identificar.
Carreira acadêmica
Licenciado em Pedagogia pela Ufam em 1988, o docente era doutor em Ciências da Educação (2018), mestre em Engenharia de Produção (2002) e especialista em produção de materiais didáticos para ensino a distância (2006) e em Metodologia do Ensino Superior (1994).
Guilherme Pereira Lima Filho possuía atuação nas áreas de formação inicial e continuada de professores, tecnologia assistiva, mediação pedagógica, tecnologias e educação e popularização da ciência e da tecnologia com professores e estudantes da educação básica.
A Universidade Federal do Amazonas destacou que a trajetória acadêmica de Guilherme foi marcada pela dedicação ao ensino e à formação de professores, especialmente na prática extensionista.
Guilherme Pereira Lima Filho foi um dos três mortos em ataque no Amazonas.
Reprodução/Redes Sociais
Prisão
Horas após o crime, um homem identificado como Ezenilson Silva de Sousa foi preso suspeito de cometer os assassinatos e confessou o ataque à Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).
De acordo com o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS, uma das vítimas era um pastor e ex-sogro do suspeito, que costumava ajudá-lo financeiramente. Conforme o relato do investigado, o crime ocorreu após um desentendimento motivado por um pedido de dinheiro para quitar uma dívida de R$ 19 mil com agiotas.
"[Eles] tiveram um desentendimento porque esse pastor não quis lhe dar mais dinheiro e, segundo ele, ele perdeu a cabeça e matou esse pastor ainda dentro do seu próprio quarto", disse o delegado.
Segundo a investigação, as outras vítimas foram atacadas depois de acordarem com a movimentação na residência.
"Ele entrou no ambiente e os outros foram consequências ali de estarem acordando. Estava todo mundo dormindo no horário que ele entrou nessa casa", explicou Ricardo Cunha.
O suspeito também informou aos investigadores que usou um martelo para cometer os crimes e que jogou a ferramenta em um igarapé próximo ao local.
"Foi um martelo, ele já se desfez desse martelo, jogou lá no igarapé, ali próximo ao local de crime", declarou o delegado.
Inicialmente, havia informações divergentes sobre a dinâmica do ataque. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) informou que as vítimas poderiam ter sido atingidas por disparos de arma de fogo. No entanto, a Polícia Civil descartou essa hipótese durante as investigações.
O Instituto Médico Legal classificou as causas das mortes como edema cerebral, hemorragia craniana, traumatismo craniano e ação contundente.
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