Vídeos mostram impacto da paralisação das rotas do Distrito Industrial em Manaus
20/08/2026
(Foto: Reprodução) Veja vídeos dos pontos afetados por congestionamento em Manaus
A paralisação dos motoristas do transporte especial que atende o Polo Industrial de Manaus (PIM) causou congestionamentos em diferentes regiões da capital na manhã desta quinta-feira (20). A categoria rejeitou uma proposta de reajuste salarial de 3% e reivindica melhorias nas condições de trabalho e no auxílio-alimentação.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial), a mobilização ocorre em pelo menos 12 pontos da cidade. Com isso, centenas de trabalhadores ficaram sem transporte para chegar às indústrias do Distrito Industrial.
Greve dos trabalhadores do transporte especial chega ao fim após acordo em Manaus
Confira os locais:
📍Bola da Suframa - (Distrito Industrial - Zona Sul)
Veja vídeos dos pontos afetados por congestionamento em Manaus; Bola da Suframa
O trecho entre a Bola da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a Bola da Samsung concentra a maior parte dos manifestantes. No local, há filas de ônibus do transporte especial estacionados e trânsito intenso.
📍Av. Torquato Tapajós (Zona Norte)
Veja vídeos dos pontos afetados por congestionamento em Manaus; Torquato Tapajós
Uma das principais vias da cidade registrou trânsito lento no sentido bairro-centro, com vários ônibus parados ao longo da avenida.
📍Av. dos Buritis (Distrito Industrial / Zona Sul)
Veja vídeos dos pontos afetados por congestionamento em Manaus; Avenida Buritis
A via, localizada no Distrito Industrial, também foi ocupada por veículos da categoria, afetando o deslocamento de trabalhadores para as fábricas da região.
📍 Av. Rodrigo Otávio (Japiim / Coroado - Zona Sul)
Veja vídeos dos pontos afetados por congestionamento em Manaus; Rodrigo Otávio
O trânsito também apresentou retenções na avenida devido à mobilização dos motoristas.
O que os trabalhadores reivindicam
Segundo o Sindespecial, a categoria rejeitou a proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento do Estado do Amazonas (Sifetran). Além de um reajuste salarial maior, os trabalhadores pedem:
Redução da jornada de trabalho;
Concessão e reajuste do auxílio-alimentação;
Melhores condições de trabalho.
À Rede Amazônica, um dos motoristas que participa da paralisação afirmou que a categoria acumula perdas nos últimos anos.
"A gente tá parando para reivindicar o salário e, principalmente, a refeição do pessoal. O patronal não aceitou a nossa proposta e a gente tá parando em todo canto pedindo o apoio de todo mundo", afirmou o motorista identificado como Antônio.
A paralisação também surpreendeu trabalhadores que dependem das rotas para chegar ao Distrito Industrial. Francisco, que costuma embarcar às 5h da manhã, disse que foi informado sobre o problema apenas após chegar ao local.
"A gente bate o ponto 7h15, então esse momento já era para eu estar na empresa tomando café. Fomos surpreendidos por essa parada. Mandaram mensagem pedindo para a gente ter calma enquanto tentam ver uma solução, se vão pagar aplicativo ou outra coisa. Estamos só aguardando", relatou Francisco.
Segundo o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), a paralisação não tem relação com a Prefeitura de Manaus. O órgão informou que os trabalhadores reivindicam ajustes salariais diretamente junto às empresas do setor.
O IMMU também informou que agentes de trânsito do instituto estão nos locais bloqueados para orientar os condutores e atuar na organização do tráfego.
Em nota, a entidade destacou que qualquer interrupção no transporte dos trabalhadores afeta diretamente a produção, especialmente em um momento em que as empresas buscam recuperar produtividade e compensar prejuízos já registrados. Segundo o Cieam, algumas indústrias já enfrentam paralisações de linhas devido à dificuldade de deslocamento dos colaboradores.
"O diálogo entre as partes envolvidas é fundamental para que uma solução seja alcançada com brevidade, evitando o agravamento dos prejuízos às empresas, aos trabalhadores e à economia do Amazonas", afirmou a entidade.
O centro também ressaltou que a continuidade das atividades do Polo Industrial de Manaus depende de condições regulares de mobilidade, logística e acesso ao Distrito Industrial, considerados fatores essenciais para o cumprimento dos compromissos de produção e para a manutenção da competitividade do setor.
Já a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) informou que está acompanhando a situação e realizando um levantamento junto às empresas associadas para avaliar os efeitos da paralisação.
Impacto da paralisação das rotas do Distrito Industrial em Manaus
Paulo Roberto/Rede Amazônica